sexta-feira, 21 de julho de 2017

Cinegrafista amador que filmou Porto Alegre em 1946





Cinegrafista amador filmou Porto Alegre em 1946
Em agosto 1946 o então presidente dos Estados Unidos Dwight D. Eisenhower veio em comitiva visitar o Brasil, permanecendo no Rio de Janeiro. Um dos membros da comitiva, o dentista da Filadélfia, Harry B. Wright resolveu dar uma escapada para os pampas e fez estas imagens fantásticas. E o mais interessante é que a filmagem foi feita em cores. 

domingo, 19 de março de 2017

 Composta em 1946 pelo então pretendente a estudante de direito Alberto do Canto esta marchinha de carnaval dedicada ao parque da redenção, gravada quatro anos depois para ser utilizada como trilha sonora de um pequeno filme sobre a cidade.


       Minha cidade tem belezas
       Onde os olhos não se cansam de estar.
       Em Porto Alegre há recantos
       Que vale a pena a gente visitar.
       Sinto as palavras tão pequenas
       E tão grandes seus encantos,
       Que um somente, um apenas entre tantos,
       Neste samba vou cantar.
       Redenção das crianças, dos velhos e dos namorados,
       Dos fotógrafos, dos vendedores e soldados.
       Redenção das estátuas, dos lagos e dos chafarizes,
       Dos viveiros, dos peixes, das aves de todos os matizes.
       Seus canteiros floridos são sempre um convite aos pintores,
       Linda inspiração aos poetas e compositores.
       Redenção é um parque variados
       Ao agrado do frequentador
       Tem histórias, comédias, romances de amor.

        Porto Alegre, história e vida da cidade - 1973 - Riopardense de Macedo - edições URGS.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Sobre o UBER.

          Ontem a tarde, bem no horário da tempestade, uma moça me pergunta o número do prédio. Estava chamando pelo serviço do UBER. Informo e acrescento que provavelmente ela iria pagar caro pelo deslocamento. Uma das características deste serviço é ter preço baseado na demanda tanto de passageiros quanto de veículos disponíveis, horário, condições climáticas, etc. Ou seja, acabando com o serviço tarifado do táxi, sempre haverá um motivo de extorsão. Ela diz, capaz. Paguei dez pilas pra vir até aqui - era perto -, o máximo que eles vão querer acrescentar é outros dez. Cobraram 50. Ela achou um absurdo. Preferiu encarar a chuva e pegar um ônibus.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Pra entender o calculo do valor da passagem.

Lucro por passageiro de ônibus é de R$ 0,20
Dos passageiros transportados por mês pelos ônibus de Porto Alegre, apenas 17 milhões pagam as passagens.
Despesas com pessoal são o que mais pesa na tarifa de R$3,25 que entra em vigor neste domingo
A cada R$ 3,25, desembolsados pelos passageiros de ônibus de Porto Alegre a partir deste domingo, R$ 0,20 correspondem ao lucro bruto das 13 empresas operadoras do sistema, incluindo a Carris, única pública. Por mês, são transportados 17 milhões de usuários pagantes, de onde provêm os ganhos de R$ 3,4 milhões. O coordenador de Regulação de Transportes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Márcio Saueressig, diz que o lucro é variável e depende dos custos de cada empresa. “Do valor bruto arrecadado nas roletas descontam-se o Imposto de Renda e as contribuições sociais”, explica.
Além da garantia de lucro aos empresários no final do mês, que sai do bolso do passageiro, o que mais pesa na composição da tarifa são as despesas com pessoal. O item representa 47% do custo tarifário. Em 2015, os rodoviários tiveram reajuste salarial de 8%, além de 10,53% no vale-refeição e 11,67% no plano de saúde. Os novos valores vigoram desde o dia 1º de fevereiro — data-base da categoria. O acordo também concedeu vale-refeição para o período de férias (um a cada dois dias, uma novidade no contra-cheque dos trabalhadores).
Com o aumento dos salários, os rodoviários de Porto Alegre têm a mais alta remuneração entre as capitais do país. Desde a criação do Plano Real, em 1994, a categoria obteve um aumento real médio anual de 1,33% no piso salarial. Outro item que impacta o crescimento da tarifa em 23% são as despesas variáveis (combustíveis, óleos lubrificantes, pneus e recapagens). Para fazer esse levantamento, a equipe técnica da EPTC usou as notas fiscais das compras feitas pelas empresas operadoras. No preço do litro do óleo diesel, houve uma variação de 12,07% em relação ao valor utilizado no último cálculo tarifário. O custo dos pneus apresentou queda de 7% e as recapagens sofreram incremento médio de 8%. Um decreto de 2015 reduziu a vida útil de pneus e recapagens de 228 mil quilômetros para 168 mil quilômetros.
As despesas com a frota pesam 20%. É nesse item que está o lucro dos empresários, que recebem remuneração pela frota, máquinas, equipamentos e instalações. Manutenção e depreciação figuram nos gastos. Como em 2014 não houve renovação da frota, o item não influenciou o cálculo tarifário. As despesas administrativas representam 5% e a carga tributária pesa outros 5%.
O reajuste acumulado pela tarifa nos últimos 20 anos foi 95,89% superior à inflação. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor cresceu 348,40% de agosto de 1994 a fevereiro de 2015, a tarifa do transporte público subiu 778,38%. Em 1994, o valor pago por 26 milhões de usuários era de R$ 0,37. Já o salário dos motoristas foi reajustado em 395,15%, segundo dados do Dieese.
Quantidade de usuários despenca
Se a quantidade de usuários do transporte público de Porto Alegre não tivesse despencado drasticamente nos últimos 20 anos e o número de isentos tivesse se mantido estável, o preço da passagem não precisaria subir mais do que a inflação. Desde 1994, o número de usuários pagantes está em declínio. De 26,4 milhões de passageiros por mês, os ônibus passaram a transportar pouco mais de 17 milhões de pessoas em 2014 — queda de 35%.
A quantidade de quilômetros rodados pelos coletivos também aumentou: de 8,5 milhões para 9,5 milhões km/mês. Se o número de usuários pagantes tivesse se mantido estável desde 1994, o Índice de Passageiros Transportados por Quilômetro (IPK) resultaria em 2,77. Com a perda de usuários, a divisão totaliza 1,80. Há 20 anos, o IPK era 3,10, e a passagem custava R$ 0,37.
Apenas no último ano, os ônibus da Capital perderam 30 mil passageiros/dia. Estima-se que, hoje, cerca 1 milhão de pessoas ainda utiliza o transporte coletivo, mas um terço é isento. A frota de carros cresceu 85% em 20 anos e a de motos, 441%.
Índice de isentos passará para 35%
Dos passageiros transportados por mês pelos ônibus de Porto Alegre, apenas 17 milhões pagam as passagens. Em 2015, o número de isentos pode ser ainda maior, segundo o gerente executivo da ATP, Luiz Mário Magalhães de Sá. Ele lembra que está sendo regulamentada a lei que garante isenção aos policiais militares do pagamento, mesmo sem o uso da farda. Em vez dos 32% de isentos apontados pelo relatório da EPTC, o índice saltará para 35%.
“Não temos nenhuma restrição ou crítica à concessão de isenções. Mas, na estrutura atual, é o passageiro que paga esta conta. Entendemos que as gratuidades deveriam ser custeadas pelo governo, pelos impostos pagos pela sociedade, como acontece com o Bolsa Família, por exemplo”, sugere. A prefeitura de Porto Alegre não subsidia as gratuidades, diferentemente do que fazem outras capitais como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
Entre os isentos, 36,73% são usuários da segunda viagem do TRI (isenta em 30 minutos), 36,29% são idosos acima dos 60 anos e 13%, estudantes. Ainda sobre a planilha da EPTC, o gerente da ATP discorda de indicadores de despesa com pessoal. Segundo ele, desprezaram o pagamento de quinquênio.
Correio do Povo/ Foto: Tarsila Pereira

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Em dia de chuva a TREVO não garante sorte a seus passageiros.

                   Mesmo com esta tática recorrente de bloquear uma garagem de ônibus por vez - e apenas as maiores - para pressionar qualquer coisa, inclusive sobre assuntos meramente administrativos ou internos, seja por rodoviários, grupos sociais das mais diferentes causas ou uso político, alguns burocratas da prefeitura ainda insistem em diminuir o números de empresas do setor acreditando que eliminando garagens, consequentemente diminui custos. Inclusive está previsto na tal licitação inócuo do transporte público da capital. O resultado é previsível: cada vez mais ficaremos nas mãos de poucas pessoas e a possibilidade de subornos e corrupções é muito maior.
                  Hoje os trabalhadores pararam a TREVO, que junto com a TINGA, do mesmo grupo, vem a ser a maior empresa da zona sul de Porto Alegre. O motivo alegado pelos insurgentes é a demissão de um colega por justa causa. A empresa alega que ele brigou em serviço, dando motivo para a dispensa, já ele alega que na ocasião estava encostado pelo INSS, portanto não estava trabalhando.
                  Enquanto isto, numa manhã chuvosa de inverno, milhares de passageiros, entre eles, estudantes, pessoas idosas, pessoas com médicos agendados, outros ansiosos, indo talvez para uma entrevista de emprego, o dono de algum estabelecimento comercial esperando seus funcionários e clientes para quitar as contas no final de mês, ficaram a ver navios.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Réveillon da Usina.

          Não podia deixar de dar uma passadinha aqui para destacar a bela festa promovida pela prefeitura de Porto Alegre na usina do gasômetro nesta passagem de ano.
           Devo confessar que sempre tive reservas com estas festas abertas ao público e que envolve grande aglomeração de pessoas, mas neste caso o que vi foi algo planejando atendendo todas as expectativas. Havia uma grande diversidades de pessoas por lá, sendo impossível destacar este ou aquele grupo. Muitas meninas lindas, jovens, gente "saídinha", antenados, famílias, etc.
           Claro, deu um ou outro quiproquó, mas nada que tirasse o brilho do evento que foi transmitido pela TVCOM. A maior reclamação, talvez, fosse a disponibilidade de banheiros públicos, mas é dificel achar uma solução que atenda a todos numa festa desta proporção.
            No geral, nota 9.
            Um bom 2012 a todos









domingo, 25 de dezembro de 2011

lacrado.

          E o prédio da Usina do Gasômetro continua lacrado pelos corpo de bombeiros por falta de um plano de emergência em caso de sinistro.
          E a prefeitura, nada.