segunda-feira, 12 de outubro de 2009

onda emancipacionista.

Para se ter uma ideia sobre o impacto da tarifa cobrada no ônibus sobre a geografia de uma cidade é bom relembrar o onda emancipacionista que ocorreu nos anos 90, onde muitos distritos queriam se emancipar de seus municipios mães, tendo identidade própria, e outros queriam se anexar a cidades polos.
Caso mais notável foi as das vilas de Viamão com divisa com Porto Alegre.
Viamão é um municipios mais antigos do Rio Grande do Sul, tendo, inclusive, sido a a primeira capital dos gaúchos. Só que a longetividade não trouxe melhorias e avanços, ao contrário, por conta de um plano diretor que atravancava o desenvolvimento, o municipio não consequiu atrair investimentos e emprego para sua poplulação.
Resultado:Viamão virou uma tipíca cidade-dormitório, onde a maioria de sua população tem que vir todo dia a capital para trabalhar pagando uma tarifa mais cara, já que quem administra os preços é a METROPLAN, orgão público do governo do estado.
Além disso Viamão não teve um desenvolvimento linear, ou seja, do centro para os bairros. Dentro de seus limites foram criadas varias vilas e bairros sem conexão entre si, gerando um custo enorme em canalizações, postos de saúde, coleta de lixo, asfalto, melhorias urbanas em geral. Porque para cada aglomerado populacional criado tem-se que criar todo um sistema de serviços públicos novo. Em outros municipios basta ampliar o já existente.
Fora o fato que a maioria da população não paga IPTU, mas cobram responsabilidades do municipio.
Pois bem, são estas vilas desprovidas de aparelhos públicos, sem asfalto, nem escolas, e com abastecimento precário de água servida pela CORSAN, que queriam se anexar a capital, o que criou um enorme constrangimento para o Prefeito Tarso Genro que se viu obrigado a vetar o resultado de um plebiscito com esta intenção.
Antes Porto Alegre já tinha incorporado a antiga vila Santa Catarina, vizinha a lomba do pinheiro, e lá foi criada toda a infra estrutura que transformou o local, tanto que mudou a condição de vila para bairro Bonsucesso. Das sucatas caras e demoradas da empressa Viamão, eles tem agora uma frota nova e seguida de ônibus, pagando a tarifa da capital.
Foi por causa desta experiência que o prefeito Genro vetou a anexação do bairro Indio Jari, de Viamão, à Porto Alegre.
O problema consistia basicamente nisto: Ao se tornar bairro da capital, a cidade teria que ceder as vontades dos novos moradores e contruir toda uma infra estrutura do nada, só que em termos de arrecação isso nada acrescentaria aos cofres do municipio, já que praticamente todas as moradias são ocupadas por posseiros.
Em compensação outros bairros legalizados e onde a maioria da população cumpria com suas obrigações com o municipio, não eram contempladas em seus pleitos, com obras ou melhorias, pois a verbas ia toda para as novas vilas.
Tarso Genro vetou e o Governador do estado de então, Alceu De Deus Collares,  para atender o "clamor" da comunidade criou a linha Jari-Protásio Alves da VAP, controlada pela METROPLAN, mas com caracteristicas das empresas de ônibus da capital. Na realidade uma aberração jurídica, que acaba gerando confusões.
Muita gente do Jari, que participou daquele movimento, acredita que o local pertençe a Porto Alegre.

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