domingo, 29 de novembro de 2009

Prioridades.

         Não consigo entender as prioridades desta administração que comanda a prefeitura dz nossa capital.
         Nossos corredores de ônibus estão totalmente abandonados, cheios de buracos e crostas que podem cortar um pneu, as estações sujas e depredadas. Nada é feito, exceto por uma espécie de caliça nos buracos que não dura nem até a próxima chuva, muito freguente por estes dias.
          Por outro lado, na av. Loureiro da Silva num trecho que vai da câmara devereadores até a av. Sigueira Campos foi feito todo o recapeamento asfáltico deixando a via uma pluma, sendo que ela não estava numa situação tão deplorável quanto os corredores.
          Será por este trecho que nosso querido prefeito e os seus se deslocam de casa ao trabalho?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Residencial Princesa Isabel.

Manchete do Diário Gaúcho de quinta-feira passada, 19/11:
Polícia estoura laboratório do tráfico na Azenha.
 Pensei que, com preguiça, os mancheteiros do Diário tivessem repetido a capa de algum número antigo do jornal, mas não, novamente a polícia invadiu o residencial Princesa Isabel e descobriu num dos apartamentos o laboratório para a confecção de drogas, principalmente o crack.
Para quem não sabe o residencial Princesa Isabel consiste em vários blocos de apartamentos de quatro andares localizado no bairro azenha, área central de Porto Alegre. Foi construído pela prefeitura através do DEMHAB para abrigar famílias carentes oriundas da vila ZERO HORA e outras da região.
É um local privilegiado, próximo ao centro, com toda a infra-estrutura, dezenas de linhas de ônibus, escolas públicas conceituadas, Shoppings Centers, comércio e empregos abundantes nas proximidades.
Pois bem, neste lugar que até classe média abastada inveja a prefeitura se encarregou de trazer indiscriminadamente pessoas para ocupar os apartamentos sem fazer qualquer exigência, nem ao menos verificar sua ficha corrida na esfera judiciária.
Com isso gerou conflito numa área antes calma. São constantes os tiroteios no local, os assaltos aumentaram e o tráfico também.
Comentários corrente de passageiros de ônibus quando contemplam o prédio após estas manchetes da imprensa;
- Como eu gostaria de morar num lugar destes, mas se eu for lá na prefeitura não consigo, só se eu for marginal...
Nada contra o povo do Princesa Isabel, são dezenas de apartamentos e, com certeza, e neles a grande maioria dos moradores é do bem, mas, com por isso, não deve encobrir as várias atividades ilícitas que desenvolvem ali, inclusive a disputa pelo tráfico naquela zona nobre, muitas vezes de forma violenta. Ao se constatar o desvio de finalidade em qualquer um dos apartamentos o DEMHAB deveria reintegrar o imóvel o mais rapido possível e repassa-lo ao próximo da fila de espera.

Miseráveis?

Comentário irado de uma cobradora da Cia. Carris:
- EU ODEIO O PT! - o motivo ela explicou - imagine, fui sorteada num apartamento do DEMHAB e não levei. Me falaram que com o meu salário, estava fora da prioridade deles. UM ABSURDO! Sou mãe solteira de duas meninas, uma doente, e meu salário é de R$ 861,00 (valor corrigido para os dias atuais) e eles acham que eu ganho muito. Falei pro cara: - quer dizer então que para ganhar um apartamento vou ter sair do meu emprego, passar a pedir esmola, me encher de filhos e viver aqui, pedindo cestas basicas e outras esmolas para vocês?
O rapaz que estava atendendo ficou com um sorriso amarelo no rosto e nada respondeu.

Estacionamento público reservado para idosos.

Vem ai mais uma uma proposta eleitoreira pela câmara de vereadores de Porto Alegre.
Já acontece em Goiânia e Belo Horizonte e não tardará para aqui também termos áreas de estacionamento em vias públicas para idosos.
Parei tudo e fiquei grudado na TV para entender o motivo desta benese. Seria porque os idosos são os que mais freqüentam o comércio e a medida visava a facilitar o acesso destes as áreas comerciais para incrementar as vendas?
Não foi dado motivo algum. Na matéria do JN foi apenas dito que os idosos encontravam dificuldade de estacionamento e agora teriam um espaço reservado para si.
Bom, então proponho aos ilustres vereadores das cidades que adotaram este sistema que criem áreas exclusivas também para negros, índios, japoneses, advogados, secretários, bancários, contabilistas, faxineiras, e todas atividades que dependem do carro, para passeio ou trabalho, pois todos enfrentam dificuldades em estacionar em todas as capitais com seus trânsitos saturados de carros.

domingo, 22 de novembro de 2009

Um senhor suspeito.

Um senhor suspeito.




Desde cedo, num instinto de autodefesa, aprendi a identificar certos traços da personalidade humana bastando olhar o sujeito. Com o tempo, ao ser tardiamente alfabetizado, aprimorei este critério observando os atos desta pessoa, como ela se relaciona com o mundo – mais importante que isso, como ela se relaciona com aqueles que lhe são próximos – e também como ela se relaciona com os outros, qual sua contribuição que deixará para a humanidade. Me defino como curioso no meu perfil e esta auto avaliação não foi posta a toa.

Você pode viver harmoniosamente com seu semelhante para tornar o mundo melhor para todos e, para isso, é preciso, antes de tudo, respeito e compaixão. Uma coisa anda de mão dada com a outra.

O egoísmo, o ódio, a intolerância, o preconceito e a covardia são os piores defeitos que uma pessoa pode ter e tudo isto é alimentado pela pura e simples ignorância.

A ignorância cega, a ignorância mata.

Procuro andar a margem deste tipo de pessoa. Corro até, mas não adianta, eles estão ai cumprindo seu papel de desmontar para que outros construam, de difamar, para que outros façam a reparação, de machucar, para que outros dêem assistência.

E todo o covarde gosta de fazer seu nome nas costas dos mais fracos. São neles que os covardes descarregam suas frustrações, sua incompetência, sua arrogância e sua submissão resignada ante aqueles que o subjuga.

Mesmo em posição privilegiada aos demais, eles têm que se assegurar que mais ninguém cresça, nem socialmente nem financeiramente, a sua volta para que no futuro tenham a quem humilhar. Eles ficam cegos, e na cegueira, não percebem o quão mal fazem para si próprios e para todos que estão à volta. Afinal tudo o que se deseja ao seu semelhante pode voltar em dobro.

Muitos nasceram amargos, outros tornam-se amargos.

Uns só sabem apontar os erros nos outros, sem jamais fazer nada para ajudar. Apenas apontam o dedo e criticam.

E como é fácil criticar!.

Tenho pena destes. Jamais agradecerão a Deus, ao se espreguiçar, por mais um belo dia de sol, especialmente quando de folga; não escutarão a algazarra alegre dos pássaros, em seus ninhos no alto do arvoredo, em comemoração ao novo ciclo que se segue; nem saberão agradar uma criança; não verão graça na peraltice de um bichano; nem retribuirão a amizade sincera de um cachorro.

Não, nunca estarão contentes. Só reclamarão que, ora o dia está quente, ora está frio; que o serviço é um fardo, o chefe, um facínora, os colegas, um saco; Que o barulho dos pássaros os impede de dormir; que as arvores só servem para sujar as calçadas; que crianças servem apenas para chorar; que os gatos não servem para nada, exceto miar noite adentro e pular sobre o telhado das casas; e que a função dos cachorros é apenas aterrorizar.

É desta forma que começo a enxergar o eventual jornalista e ilustre desconhecido deputado Políbio Braga, Ah, ia esquecendo - de tão pouca significância que este senhor tem na vida da grande maioria da população - economista também.

Pois bem, se ele não tem nenhuma importância por que perder meu tempo com esta longa introdução?

Acontece que, como dito anteriormente, dentre as coisas que mais me irritam, a ignorância e também a arrogância, não merecem passar sem resposta, principalmente quando expõe toda uma categoria de trabalhadores ao preconceito,ao ridículo e ao escárnio.

Pois bem, foi isto que este senhor fez, ao se referir em seu blog (http://polibiobraga.blogspot.com/2009/01/bilhetagem-eletrnica-acabou-com-evaso.html) que, até a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica, o TRI, na capital, e o TEU, na região metropolitana, havia uma roubalheira generalizada no interior dos coletivos e patrocinada pelos rodoviários, gerando um prejuízo para as empresas de ônibus em mais de 30 milhões de Reais anuais.

Pela preocupação do economista, percebe-se o alvo de suas atenções e considerações.

Como economista ele apenas enxerga números, nada mais que isto. Tudo é estatística, planilhas, zeros à esquerda, zeros à direita. Ele não tem a obrigação de saber que a categoria dos rodoviários é formada por gente, e das mais diferentes qualificações. Tem de tudo um pouco, inclusive ladrões.

Têm nome também: seu Zé, seu João, Francisco, Eduardo, Glauber, Macedo, Alberto, Carrion, etc, etc, etc, e tal.

Tirando os ladrões, que são poucos e não duram muito, pois as empresas de transporte de passageiros tem mecanismos nem sempre justos para evitar a proliferação deste tipo de funcionário, em alguns casos basta a desconfiança para a demissão sumária, sobram dedicados trabalhadores que escolheram esta profissão não apenas como ganha-pão, mas por que gostam daquilo que fazem. Não por outro motivo atualmente a qualificação profissional dos rodoviários é bem ampla, temos ex-bancários, ex-escriturários, ex-policiais, ex-vendedores, ex-radialistas, ex-professores. Não raro, alguns contam com diploma, mas não com oportunidade na área em que são formados, ou desistem de seguir a carreira devido ao pouco rendimento. A exigência escolar mínima para os cobradores é o segundo grau completo, para os motoristas, a prioridade até então era a sua experiência na direção e mesmo assim as empresas já estão exigindo igual escolaridade.

Não interessa ao ilustre economista saber que o patrimônio adquirido por cobradores e motoristas é conquistado todo o dia a custa de muito esforço, às vezes trabalhando em dois empregos ao mesmo tempo, para conseguir ter uma boa casa ou um bom carro. E muitos ainda custeiam o ensino superior de seus filhos para que estes não tenham uma vida tão sofrida e por vezes humilhante.

Jamais arriscariam perder seu emprego por tão pouco usurpado da roleta.

Tem mais:

Evidentemente o senhor Políbio Braga sabe o que é macroeconomia. Explico para os demais: muita gente depende da categoria para se sustentar, principalmente desempregados, formando um ciclo que movimenta a economia de forma local ou de uma micro-região. São as Rosas da vida, as “tias” que muito cedo tem que levantar e preparar vários lanches e café para por a venda nas garagens e terminais. Com este rendimento conseguem o suficiente para se manter quando estão desempregadas, muitas ainda tem outras pessoas dependem delas também. Existem bares, lancherias, comércios de inúmeros produtos que sobrevivem graças aos rodoviários e as tias.

Como economista, afeito à estatística, ele deve desconhece quem foi Nery Gonçalves ou um certo motorista Forte. Dois nomes que são apenas números nas estatística policiais.

Pois bem, o primeiro, natural de Rio Grande, veio trabalhar na capital como motorista na empresa VAP para ajudar a custear a educação da filha na faculdade de direito de uma universidade privada. Quando finalmente se aposentou, recebeu apenas o primeiro mês. Não pensava em parar ainda, havia a pouco contraído uma dívida junto a Caixa Federal para aquisição de um apartamento em Porto Alegre. Queria uma aposentadoria tranqüila, sem pagar aluguel. Pouco antes do natal de 2006 foi alvejado com um tiro no rosto num assalto no bairro Safira por dois jovens que queriam dinheiro para consumir drogas.

Quanto ao Forte, da Sudeste transporte coletivo, era uma pessoa tranqüila, sem boca para nada e ficha funcional limpa. Naquele ano tinha motivos para comemorar: Fora promovido da roleta para à direção e sua companheira estava no terceiro mês de gestação. Infelizmente não pode comemorar o quarto mês da promoção, nem ver o filho nascer: fora também abatido com um tiro enquanto manobrava o ônibus para recolher para a garagem em sua última viagem na linha Alameda, véspera de natal, por outros dois jovens que queriam a féria do dia para, igualmente, consumir drogas.

Um encerrando a carreira, outro iniciando, e ambos mortos de forma igual.

Pior, isto é rotina na profissão.

Mas, se como economista, o senhor Políbio Braga pode se eximir de qualquer responsabilidade sobre estes temas marginais, então vamos apelar para o seu lado parlamentar. Deste, ele não pode fugir. Ele tem responsabilidades com a sociedade que o elegeu e esperam dele mais do que palavras e estatísticas. A não ser que ele considere apenas uma parte da sociedade detentora de sua consideração, aquela que lhe afiançou a campanha.

Pois bem, esta “roubalheira” a qual se refere o deputado nada mais é que o fruto do descaso que sucessivos governos trataram e tratam da educação deste país, onde os valores morais e éticos foram pro espaço faz tempo e políticos - tão afáveis e cheios de projetos em épocas eleitorais - passada as eleições, fecham-se em seus gabinetes na calada da noite para tratar de temas estranhos a sociedade, mas de enorme importância para si.

Nem por isso posso chamar todos os políticos de ladrão – não, seria preconceito -, eles são apenas a representação da sociedade. Tem ladrão lá, como têm alguns que honram o voto recebido.

É estranho logo um político achar ter moral para criticar quem quer que seja. Não digo ser o caso deste senhor, mas o nobre deputado circula nos mesmos corredores onde vários de seus pares são acusados de desvio de dinheiro, inclusive de tirar a merenda escolar da boca de crianças, formação de quadrilha e evasão de divisas e, simplesmente, continuam impunes, certos da complacência de seus “colegas”, dando novo sentido a bela oração de São Francisco na parte em que diz “que é dando que se recebe”.

Porque para estes o deputado não volta sua ira e prefere grudar no pé de pessoas sofridas que, faça chuva ou faça sol, independente de horário, tem que estar nos seus postos de trabalho, pois correm o risco de retaliações por parte dos empregadores, mesmo sabendo que a sua ausência nas ruas pode parar toda uma cidade, ao contrário dos deputados, sempre envolvidos em escândalos e de pouca produtividade?

Porque para os cobradores, pessoas humildes, muitas sem qualificação profissional, o senhor deputado parece ficar exultante com a possibilidade de ficarem sem empregos com a implantação total da roleta eletrônica e não prega o mesmo para acabar com roubalheira generalizada que tomou conta de todas as esferas políticas brasileiras e propõe a extinção do senado, câmara dos deputados e câmaras de vereadores?

Lhe dá prazer chutar cachorro morto?

Desconhece o jornalista Políbio Braga as conseqüências imediatas que acarreta um enorme contingente de desempregados? Desconhece o importante papel social que as empresas de ônibus influenciam nas comunidades que atuam, muitas carentes, gerando empregos e aquecendo a economia local e, com isto tirando inúmeros jovens da marginalidade, dando-lhes um salário decente, aliviando o sucateado INSS, com direito a plano de saúde em grupo e outros direitos trabalhistas cada vês mais raros no emprego formal?

Para o jornalista Políbio Braga, problema social é resolvida com a construção de novos presídios e um numero cada vês maior de policiais nas ruas?

Se para todas estas questões a resposta foi sim, começo a questionar até a competência como jornalista do senhor Políbio Braga, uma visão rancorosa e distorcida dos fatos, pois como economista e parlamentar, sua atuação é nula e nem poderia ser diferente. Política se faz com coração, com humanidade e compaixão. Se o senhor teve oportunidades na vida, independente da sua origem, deveria trabalhar que outros tivessem o mesmo. Boa infância, boa educação, boa infra-estrutura nas comunidades em que vivam, e oportunidades de se profissionalizar e dar uma vida digna aos seus.

Políticos gostam de ser lembrados, especialmente de quatro em quatro anos, e isto eu posso garantir, o senhor não vai sair da minha memória.

Mais uma sobre marcas e slogans:

O que dizer de uma empresa de ônibus chamada SOUL (Sociedade de Ônibus União Ltda) que em inglês quer dizer ALMA?
Não seria melhor deixar simplesmente UNIÃO, seu nome de fato?

Slogam, a filosofia de qualquer empresa.

E na Protásio, próximo ao sesc campestre, inaugura uma revenda de carros usados chamada Santa Fé. Lá é possível encontrar fuscas, brasilias, chevettes e outros carros igualmente bem rodados.
É - pensei -, é preciso ter fé pra comprar algo aqui e não se incomodar mais tarde.
Como diria Silvio Santos: Bem bolado!

Ao mesmo tempo que o nome da revenda de carros usados tem um nome encorajador para seus clientes, o que dizer de um salão de beleza com nome de santa ou santo?
Pois bem, na rua 9 de junho, na capital, um pequeno salão que arruma os cabelos, faz unhas e etc, chamase Nossa Senhora Aparecida.
Faltou acrescentarem ao nome o slogam: Fazemos milagres.

Esta de história de slogan deveria ser criação exclusiva de publicitários, deixar para amadores pode fazer qualquer negócio pode desandar. O slogan é a filôsofia da empresa e qualquer um que pesquisar cases de sucesso, perceberá mensagens vitoriosas agregadas ao nome das grandes empresas.
Slogan não é palavra solta no ar.
É o caso de uma farmácia com pretensão de ser rede na Protásio chamada IDEAL FARMA. O dono deve ter encomendado os paíneis externos para por na fachada e na empresa que faz os tais painéis, o contato deve ter notado que faltava algo e percebeu a falta de um slogan. Alertou o dono da IDEAL e este com pressa de abrir a loja olhou, olhou e pensou: O que botar?
Continuou olhando e pensando: Ideal, Ideal, rima com...? e que tal que fosse...? não. O ideal seria...
Tai, serve.
- Põe ai: O ideal é viver mais e melhor.
Serviço feito e as placas acabaram na fachada assim mesmo. Durou pouco aquele nome. Puderá, com uma frase óbvia daquelas, demonstrando total falta de criatividade nenhum negócio puderia prosperar e foi o que aconteceu.
Lembrem-se: Slogam é a filosofia da empresa.

Na Bento Gonçalves, bairro INTERCAP, o proprietário de um inferninho quis botar um nome estrangeiro e descolado no seu estabelecimento. Pensou em algo moderno e sacou esta:
Lancheria e snooker (os demais serviços agregados ficaram subentendidos através de desenhos) MIX FOOD.
Uma pena, trocou tão rapidamente o nome que nem deu tempo de registrar fotograficamente.

Aventuras nos táxis na madrugada.

Usuário forçado dos táxis nas madrugadas dos fins de semana para me deslocar ao serviço, tenho presençiado cada coisa!
Teve uma época que toda vés que embarcava o motorista avisava:
- acabei de ser assaltado.
Ou
- meu colega acaba de ser assaltado.
Só ficavam tranquilos quando notavam meu uniforme e dizia que pretendia descer na av. Protásio Alves e não tinham que entrar em vila nenhuma.
Ultimamente preferem ficar calados. Acho que a história não convençe mais, então é fé em Deus e pé na tábua.
Domingo retrasado fui forçado a pegar um táxi às 5h da matina. Veículo parado no ponto na ipiranga, motorista dormindo na direção, baba escorrendo no canto da boca.
Assustou-se quando abri a porta. Disse-lhe meu destino e ele arrancou o carro aos solavancos, ainda dormindo, creio eu.
Não tardou e não pude deixar de notar: Que fedor de mijo!
Tive que pagar, não tanto pelo cheiro impregnante no interior do veículo, mas por sair vivo daquele carro após três investidas contra o meio-fio.
Hoje tive que me aventurar novamente num táxi, no mesmo ponto. Chovia torrencialmente e a pouco havia saído o último carro levando um casal. Avenida deserta e eu olhando o relógio, 5 horas. Escondido no fundo do ponto um carro liga o motor e os faróis logo me iuminam na escuridão. Encosta na minha frente.
Que sorte, era um táxi!
Entro e, como de praxe, cumprimento o motorista. Não pude deixar de notar o quanto estava quente no interior do carro. Puderá, o condicionador de ar estava no último do aquecimento. Não entendi.
Ele parece não me ver, olhava fixo para o parabrisa e arranca aos solavancos e responde monossilábicamente, sempre fungando.
Achei melhor continuar a viagem quieto.
Não sou trouxa e é claro que dava para desconfiar do motivo, hálias estava no ar, inconfundível, o cheiro de maconha tomava conta do ambiente.
Dei graças a Deus quando desci. Paguei não pelo entorpecente que inalei, mas por sair ileso, após reler mentalmente todos os livros de Sthefen King naquela curta viagem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

e tudo continua igual...

E os assaltos continuam na Protásio Alves no ponto em que este blog apontou, mesmo com a paralização da empresa VAP semana passada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A polêmica do Dia.

E a polêmica levantado pelo Diário Gaúcho e Zero Hora é sobre uma placa posta pela Infraero aconselhando os usuários do aeroporto Salgado Filho a utilizarem os táxis de cor branca, exclusivos daquele ponto, em detrimento aos de cor vermelha, característicos do panôrama urbano de Porto Alegre. Alegaram os administradores do terminal que tal aviso era apenas para diferenciar um serviço que dava garantias adicionais, como a devolução de documentos ou bagagens em caso de esquecimento, por exemplo. É claro que os demais motoristas dos táxis convencionais ficaram fulos da vida e com todo o direito. Disseram estes, e eu assino embaixo, que maú profissional existe em qualquer profissão e aquela placa estimulava o preconceito contra a categoria.
A repercussão foi tão negativa que já no próximo fim de semana o teor da polêmica placa será alterado.

O canto da sereia.

Era uma menina linda, de pele clara e aparentado ter uns 16 anos.
Suas pernas estavam à mostra e, no resto do corpo, parecia vestir apenas um longo casaco de mangas compridas. O rosto era belo e triste, os longos cabelos negros estavam em desalinho.
Estava parada num dos pontos do terminal Parobé no centro como quem espera um ônibus, junto um garoto, tão novo quanto ela que, quando se aproximava, era espantando.
Vieram vários coletivos, para vários rumos, ela permaneceu lá.
Chamava atenção de quem passava pelo contraste: o que fazia um ser tão belo e jovem, num ambiente tão feio e sujo como aquele numa bela manhã de domingo?
As horas se arrastavam, ela parecia não perceber de tão absorta em seus pensamentos. De vés em quando algum bom samaritano com boas intençãos, outros  nem tanto, se dirigiam a ela para oferecer ajuda. Foram tantos que ela já não respondia. Ficou naquele mudismo.
O garoto que a acompanhava ficou sentado no outro lado da rua, apenas olhando.
Eu fiquei curioso e perguntei a um dos verdureiros do hortomercado o que estava acontecendo. Um sabia e me confidenciou: Aquela menina tinha sido estuprada, não por um, mas por vários elementos que participam dos bondes que, infelizmente, estão infestando o centro da cidade.
Estava num dos vários inferninhos que permitem a presença de menores a noite toda e onde o estatuto do menor e adolescente não tem o mínimo efeito. Na saída, foi literalmente arrastada para trás das bancas do hortomercado, teve a roupa rasgada e seu corpo foi violado por mais de quinze jovens, alguns nem tanto. O rapaz era seu irmão e apanhou bastante.
Ao chegar, os verdureiros do hortomercado ficaram penalizados e um deles cedeu o casaco para ela se cobrir. Por baixo daquela peça de roupa não havia mais nada.
No final da manhã ela finalmente foi embora.
Meu espanto foi novamente vê-la num outro domingo, não parada, não tão triste, mas apenas de passagem pelo mesmo hortomercado. Junto dela, uma amiga tão jovem e bonita quanto. Morena apenas. Ambas estavam de pernas de fora, e digasse de passagem, que pernas! O viço da juventude retornara. Nenhuma usava casaco para esconder nada, ao contrário, usava uma mini blusa para mostrar mais ainda. No rosto a expressão típica de felicidade dos adolescentes. Não precisaram caminhar muito para encontrarem seus parceiros, dois robustos rapazes que não paravam de cochichar entre sí e coçar a genitália.
Ficaram um tempo alí, uns com a mão naquilo, outros com aquilo na mão. A cena beirava a pornografia.
Fiquei curioso e novamente perguntei ao verdureiro o que estava acontecendo afinal.
- Ela mentiu quando disse que foi estuprada? Tinha gostado e por isso voltara?
- não - ele me disse - foi estuprada sim, naquele ponto e por todos aqueles caras, mas ela não era tão vítima assim. Ou era, de acordo com o ponto de vista de cada um. Na realidade a moça era filha de uma família bem estruturada, de classe média. Muito cedo, por influência dos colegas de colégio, começou a frequentar os bares do centro. Muito cedo também, por influência dos mesmo colegas, virou usuária de drogas de todo tipo. Cocaína e crack faziam parte do seu, digamos, cardápio. O estupro propriamente dito ocorreu porque ela foi convidada para consumir mais drogas entre as bancas de frutas e lá foi surpreendida por vários elementos. Seu papel agora era servir de isca para atrair novos clientes. Cabia a ela convidar outras colegas de escola, de trabalho - se por acaso trabalhase - ou rapazes, para curtir a noite e apresentalos ao maravilhoso mundo das drogas, caso contráro teria seu fornecimento suspenso e seria de novo violada, ou algo pior.
Novamente olhei para ela e pensei: seria díficel resistir a aqueles encantos e infeliz daqueles coitados se tentase resistir ao canto da sereia.
Nisto ela some, junto com a outra moça, mais os rapazes.

Corredores de ônibus.

Alô, Alô, prefeito fogaça!
Pelo menos deixe o carro oficial da prefeitura uma vez por semana, ou o seu mesmo, na garagem e ande de ônibus.
Experimente não ficar enjoado com o sacolejar do corredor de ônibus da Av. Protásio Alves.
Vergonha!

Metrô.

Alguem acredita que teremos Metrô até 2014?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Terminal Parobé.


Mesmo com com toda a sujeira, mendigos e clima de insegurança é possível ver cenas como esta no hortomercado da praça Parobé!

Mirante de Santa Teresa.



Que saudades da aurora da minha vida onde, de tanto rodopiar, cai, e ao levantar descobri que uma parte de mim ficou no chão em forma de um dente de leite que sinalizava que um ciclo se encerrava e outro começava. Que saudades das tardes de domingos ensolarados, sentado no gramado, com o Guaíba aos meus pés, a cidade tão imensa(ou seria intensa?) ao mesmo tempo tão próxima que seria possível abraça-la, os turistas fazendo mil poses ao estalar das câmeras fotográficas com o azul do ceu ao infinito, eu vendo os jogos no Beira-rio sem pagar e num ponto priveligiado. Quantas determinações me passaram na cabeça e o tempo tratou de sepulta-las ao deslumbrar a imponência das antenas de emissoras como a TV Guaíba, TVE, TVS, TV Gaúcha, Rádio Capital FM, Rádio Cidade FM. O tempo voa.
É lamentável o que deixaram fazer com o mirante de Santa Teresa.
Um lugar belíssimo entregue a marginalidade.
O que era de todos, agora pertence a alguns.
Experimentem em qualquer horário desperdiçar alguns momentos da vida para deslumbrar o charme encantador de Porto Alegre do alto do Morro Santa Teresa para sairem de lá assustados.

Geografia do crime.

Quem conhece o mínimo sobre transporte coletivo sabe que quanto mais vilas uma linha atender, maior será a abordagem pelos assaltantes.
Ao atender uma linha específica, cria-se uma intimidade entre a tripulação e seus passageiros. Fica extremamente embaraçoso para o meliante assaltar a linha do qual ele depende e correr o risco de ser reconhecido por outros moradores ou, pior, por algum parente seu. Ao mesmo tempo, ao  assaltar, fica marcado pela tripulação, que seguramente lhe negará carona na próxima véz que embarcar, porque quem assalta ônibus é chinelo e estes estão sempre na m...O que roubam é apenas para fumar, cheirar, beber ou injetar.
Só.
São metidos a malandros, porém são os mesmos que limpam o chão do ônibus ao passar por baixo da catraca.
A coisa complica quando a linha atende diversas vilas no seu itinerário. Ocorre a migração dos marginais de um ponto a outro daquele microespaço geográfico para cometer crimes de toda a sorte.
No ponto mais crítico da av. Protásio Alves entre as ruas  Martin Felix Berta e Del. Ely Corrêa Prado, os autores dos delitos não são usuários daquelas linhas. Assaltam naquele ponto para depois sair em disparada entre as trilhas abertas no mato para desaparecer em sequida na imensidão de moradias irregulares a volta. Já os marginais que moram ali, assaltam as linhas do lado de lá.
Intercâmbio no mundo do crime.
Se há um mapeamento das linhas mais visadas pelos assaltantes, irá comprovar minha teoria. As linha Ts da Cia. Carris são as campeãs de ocorrência, também são as que mais abrangem toda a cidade.

Tem Mais.

E se pensam que a coisa acabou ai, enganam-se: a prefeitura está removendo famílias do vila Dique devido as obras de ampliação do aeroporto para a área do porto seco, próximo ao sambódromo.
A vila dique é outra constante nas páginas policias devido ao intenso tráfego de drogas e disputa pelas bocas de fumo. Atualmente estão de guerra com a vila nazareth, vizinha de rua.
Outra mudança esperada para breve é a chegada da vila chocolatão oriunda da I perimetral, ao lado do ministério da fazenda, que deverá ocupar os lotes atualmente em construção na av. Protásio Alves, 9099.
 Neste caso é cristalino que será uma tentativa inútil da prefeitura tentar retirar aquele povo daquela área privilegiada, bem no centro da capital. Se forem para o morro Santana será apenas para ocupar os imóveis recebidos de graça para, após, venderem e voltarem ao seu ponto de origem. É fácil explicar: a maioria dos seus moradores sobrevive da reciclagem do lixo e no centro têm matéria prima de sobra e é mais fácil de deslocar seus  carrinhos para a coleta, diferentemente da lonjura da Protásio. Claro, há ainda os traficantes infiltrados entre os moradores, que perderiam uma boca de fumo priveligiada que abrange toda a cidade.
Imagine o paiol que está se montando na zona leste?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O MAPA DO CRIME.

Só que o ponto dos assaltos em questão está se tornando numa situação insustentável. Inserindo esta vila formada na última invasão, mais sua vizinha do outro lado da rua, o Jardim Protásio Alves, oriunda de outra invasão, temos uma grande área criada na ilegalidade e sem participação do estado onde os marginais impoem sua lei.
Mas olhando de forma mais ampla a situação fica pior ainda: Esta parte mencionada é apenas a ponta de um iceberg. Olhando ao redor das duas vilas temos outras áreas igualmente problemáticas: do lado de Porto Alegre, temos o Morro Santana, Manoel Elias, Passo das Pedras, Vila Mario Quintana, Porto Seco, Leopoldina, Rubem Berta; do lado de lá, em Viamão, temos as áreas populosas do Jary, Augusta e Santa Isabel.
Todas estas áreas são menções diárias nas colunas policiais nos jornais, com altas taxas de homicídio, tráfico de Drogas, estupros, assaltos, arrombamentos de domícilios e roubos e desmanche de carros. Quem acompanha sabe.

Os miseráveis.

Não quero dizer que todos estão bem de vida, há os miseráveis que realmente não tem teto e moram em casebres, em situação insalubre.

O ponto dos assaltos.

O ponto preferido dos assaltos tanto do Jary quanto da Safira/Passo Dornelles é sempre o mesmo: Entre a Martin Felix Berta e a rua Del. Ely Corrêa Prado. Neste trecho existe vegetação abundante, porque de um lado existe uma área federal preservada, do outro, área verde que está sendo sistematicamente devastada por inúmeras invasões, tanto que a prefeitura praticamente desistiu de retirar o pessoal de lá.
Nestas ocasiões me lembra uma das diretrizes da política de tolerância zero implantada com sucesso em Nova York: É desistimulando os pequenos delitos que se evita os grandes crimes.
Alí houve estimulo de setores do PT, que perdendo a eleição para a prefeitura da capital, insulflou a ocupação escondidos atrás da bandeira do MST/Movimento dos Sem Teto.
Curiosamente conheço muitos dos invasores originais e estes tinham casa própria, principalmente em Viamão de onde a maioria é oriunda. Muitos ficaram só o tempo de se declarar posseiro e já venderam seus lotes. Muitos dos atuais moradores tem carro, outros ostentam a antena da SKY no alto de suas casas.

VAP cruza os braços.

Hoje os trabalhadores da Viação Alto Petrópolis Ltda., que serve a zona leste da capital, resolveram cruzar os braços na parte da tarde em protesto pela falta de segurança, em especial nas linhas 491-Safira/Passo Dornelles e Jary via Protásio, mas a gota d'água foi a violência que motorista e cobrador foram submetidos no final da  manhã de ontem no terminal da linha 490-Morro Santana.
Por uma discussão banal, um jovem desceu no seu ponto e foi buscar seu "bonde" e agrediram covardemente a dupla no terminal.
O cobrador é reconhecido por ser apaziguador, mesmo assim foi agredido.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O centro para por qualquer motivo.



É impressionante como um caminhão pifado na Av. Mauá consegue parar o centro da capital. Pois foi o que aconteceu esta manhã, por das 8h. Simplesmente as vias principais do centro ficaram tomadas de ônibus, caminhões e carros que não tinham uma rota alternativa a seguir e toda a rotina da cidade foi alterada.
No tempo que o PT estava na prefeitura mantinham um guincho da EPTC - um ônibus adaptado para esta função - que ficava no largo em frente a sede estadual da Universal, no início da Av. Mauá, para recolher qualquer veículo que por qualquer motivo viesse a atrapalhar o trânsito. O atual governo municipal se desfez do guincho.