sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Geografia do crime.

Quem conhece o mínimo sobre transporte coletivo sabe que quanto mais vilas uma linha atender, maior será a abordagem pelos assaltantes.
Ao atender uma linha específica, cria-se uma intimidade entre a tripulação e seus passageiros. Fica extremamente embaraçoso para o meliante assaltar a linha do qual ele depende e correr o risco de ser reconhecido por outros moradores ou, pior, por algum parente seu. Ao mesmo tempo, ao  assaltar, fica marcado pela tripulação, que seguramente lhe negará carona na próxima véz que embarcar, porque quem assalta ônibus é chinelo e estes estão sempre na m...O que roubam é apenas para fumar, cheirar, beber ou injetar.
Só.
São metidos a malandros, porém são os mesmos que limpam o chão do ônibus ao passar por baixo da catraca.
A coisa complica quando a linha atende diversas vilas no seu itinerário. Ocorre a migração dos marginais de um ponto a outro daquele microespaço geográfico para cometer crimes de toda a sorte.
No ponto mais crítico da av. Protásio Alves entre as ruas  Martin Felix Berta e Del. Ely Corrêa Prado, os autores dos delitos não são usuários daquelas linhas. Assaltam naquele ponto para depois sair em disparada entre as trilhas abertas no mato para desaparecer em sequida na imensidão de moradias irregulares a volta. Já os marginais que moram ali, assaltam as linhas do lado de lá.
Intercâmbio no mundo do crime.
Se há um mapeamento das linhas mais visadas pelos assaltantes, irá comprovar minha teoria. As linha Ts da Cia. Carris são as campeãs de ocorrência, também são as que mais abrangem toda a cidade.

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