sexta-feira, 18 de julho de 2014

Em dia de chuva a TREVO não garante sorte a seus passageiros.

                   Mesmo com esta tática recorrente de bloquear uma garagem de ônibus por vez - e apenas as maiores - para pressionar qualquer coisa, inclusive sobre assuntos meramente administrativos ou internos, seja por rodoviários, grupos sociais das mais diferentes causas ou uso político, alguns burocratas da prefeitura ainda insistem em diminuir o números de empresas do setor acreditando que eliminando garagens, consequentemente diminui custos. Inclusive está previsto na tal licitação inócuo do transporte público da capital. O resultado é previsível: cada vez mais ficaremos nas mãos de poucas pessoas e a possibilidade de subornos e corrupções é muito maior.
                  Hoje os trabalhadores pararam a TREVO, que junto com a TINGA, do mesmo grupo, vem a ser a maior empresa da zona sul de Porto Alegre. O motivo alegado pelos insurgentes é a demissão de um colega por justa causa. A empresa alega que ele brigou em serviço, dando motivo para a dispensa, já ele alega que na ocasião estava encostado pelo INSS, portanto não estava trabalhando.
                  Enquanto isto, numa manhã chuvosa de inverno, milhares de passageiros, entre eles, estudantes, pessoas idosas, pessoas com médicos agendados, outros ansiosos, indo talvez para uma entrevista de emprego, o dono de algum estabelecimento comercial esperando seus funcionários e clientes para quitar as contas no final de mês, ficaram a ver navios.

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